Bibliotecas Digitais
Introdução
O
século XX trouxe consigo uma mudança no conceito de documento, onde
antes documentos eram somente representados por papel agora assumem
formas variadas. Tais documentos se manifestando, porém não se
limitando, como edifícios, vestuário, alimentos, sons e qualquer
coisa que seja portadora de significado. Documento não é mais
somente aquilo que é legível na forma de palavra escrita (TAMMARO
e SALARELLI 2008 p. 3).
Documentos
Digitais
Para
que documentos possam ser definidos como digitais estes devem ter uma
característica fundamental: sua numerabilidade (TAMMARO; SALARELLI
2008 p. 6), um material submetido à digitalização é um material
reduzido a números, independentemente de onde estes números são
registrados.
A
principal vantagem da representação digital está na universalidade
da própria representação. Quando todo meio, texto, imagem ou som é
codificado em formato único, convertível para uma sequência de
bits. Todos os diferentes tipos de informação podem ser tratadas da
mesma maneira e pelo mesmo tipo de equipamento. As transformações
da informação digital detectam erros enquanto as transformações
analógicas introduzem distorções e ruído (TAMMARO; SALARELLI 2008
p. 11).
A
reprodução e conservação estão ligados e a capacidade um
documento digital sobreviver no tempo é diretamente proporcional à
sua fácil reprodutibilidade e inversamente proporcional à
instabilidade dos suporte utilizado. (TAMMARO; SALARELLI 2008 p. 16)
Bibliotecas
Digitais
Houveram
muitas ideias que anteciparam as bibliotecas digitais, sobre como as
bibliotecas do futuro seriam inovadoras e diferentes em sua
estrutura, seus processos e nas modalidades de acesso por meio das
tecnologias. H.G. Wells foi o primeiro a antever a realização de um
novo órgão – o world brain ou cérebro do mundo -, que
reuniria num conjunto a bibliografia (índices) e a documentação
(textos) de todo o conhecimento existente. (TAMMARO; SALARELLI 2008
p. 113)
O
sistemas online de recuperação da informação tiveram inicio no
final dos anos 1950 e início dos anos 1960 (CENDON, 2005). A
impressão analógica, em papel, ainda é indispensável para boa
parte dos usuários, porém cada vez mais editores optam por publicar
material eletrônico, entretanto o fazem com cautela de modo a
encontrar soluções que satisfaçam os padrões legais e éticos
envolvidos na distribuição de documentos eletrônicos (LEVACOV,
1997)
Os
recursos digitais não podem ser usados sem tecnologias apropriadas
de arquivamento e acesso, que também precisam ser preservadas. De
acordo com DAY (2001) é necessário dar atenção ás seguintes
áreas:
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Estratégias de preservação
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As bibliotecas precisam especificar estratégias
de preservação apropriadas para seus recursos digitais quando
eles são criados.
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Produtores e editores de informação
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É de extrema importância a comunicação
entre que cria e quem preserva o material digital.
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Direitos de propriedade intelectual
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É necessário especificar as licenças de uso
e/ou as garantias de preservação dos recursos.
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Gestão da coleção digital
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Necessário especificar o que será preservado
e por quanto tempo na coleção, estabelecendo um equilíbrio
ideal para conservação da coleção.
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Metadados
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O metadados que identificam os recursos são
essenciais para a preservação da coleção.
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Arquivo de Rede
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É necessário projeto sobre como arquivar o
material da Rede.
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Atualização de pessoal
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O pessoal envolvido no trabalho precisa ter
conhecimento e competência pertinente.
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Colaboração
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Ainda, é preciso desenvolver cooperação
nacional e internacional sobre a preservação.
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Direitos
Autorais e Recursos digitais
De
acordo com TAMMARO e SALARELLI (2008), “para respeitar os direitos
de propriedade intelectual é preciso controlar os acessos à
informação”. Dentre os problemas legais da biblioteca digitais
estão:
- O conhecimento exato de quem detém os direitos de propriedade intelectual do recurso digital e de qualquer software que faça parte integrante do servço para o uso desse mesmo recurso;
- as condições contratuais das licenças de uso ligadas ao recurso digital ou ao equipamento e programas necessários para ter acesso ao recurso;
- a proteção da privacidade do autor ou da instituição produtora do recurso;
- a atenção no sentido de preservar a integridade do texto ou de toda obrigação legal relativa à autenticidade de determinados recursos.(TAMARO; SALARELLI 2008. p. 280)
Dentre as várias formas de direitos envolvidos com
materiais intelectuais, os direitos autorais são o que interessam às
bibliotecas digitais. Os direitos autorais estabelecem um equilibrio
entre os direitos do autor, do produtor e dos usuários (TAMARO;
SALARELLI 2008. p. 281).
Referências:
CENDON,
Beatriz Valadares. Sistemas e redes de informação. In.: OLIVEIRA,
MARLENE de; et al. Ciência da Informação e Biblioteconomia: Novos
conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: Editora UFMG.
2005. cap. 4, p. 61-95.
LEVACOV,
Marilia. Bibliotecas Virtuais: (r)evolução?. Ciência da
Informação. Brasília. 1997, v. 26, n. 2 ISSN 01001965 Acesso
em 22 de junho de 2012, Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-19651997000200003&script=sci_arttext
DAY,
Michael. Preservation
2000. Ariadne.
n. 26, jan. 2001. Acesso em 22 de junho de 2012, Disponível em:
http://www.ariadne.ac.uk/issue26/metadata
TAMMARO,
Anna Maria; SALARELLI, Alberto. A biblioteca digital.
Brasília: Briquet de Lemos, 2008.

