segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Bibliotecas Digitais


Bibliotecas Digitais

Introdução

O século XX trouxe consigo uma mudança no conceito de documento, onde antes documentos eram somente representados por papel agora assumem formas variadas. Tais documentos se manifestando, porém não se limitando, como edifícios, vestuário, alimentos, sons e qualquer coisa que seja portadora de significado. Documento não é mais somente aquilo que é legível na forma de palavra escrita (TAMMARO e SALARELLI 2008 p. 3). 


Documentos Digitais

Para que documentos possam ser definidos como digitais estes devem ter uma característica fundamental: sua numerabilidade (TAMMARO; SALARELLI 2008 p. 6), um material submetido à digitalização é um material reduzido a números, independentemente de onde estes números são registrados.
A principal vantagem da representação digital está na universalidade da própria representação. Quando todo meio, texto, imagem ou som é codificado em formato único, convertível para uma sequência de bits. Todos os diferentes tipos de informação podem ser tratadas da mesma maneira e pelo mesmo tipo de equipamento. As transformações da informação digital detectam erros enquanto as transformações analógicas introduzem distorções e ruído (TAMMARO; SALARELLI 2008 p. 11).
A reprodução e conservação estão ligados e a capacidade um documento digital sobreviver no tempo é diretamente proporcional à sua fácil reprodutibilidade e inversamente proporcional à instabilidade dos suporte utilizado. (TAMMARO; SALARELLI 2008 p. 16)

Bibliotecas Digitais

Houveram muitas ideias que anteciparam as bibliotecas digitais, sobre como as bibliotecas do futuro seriam inovadoras e diferentes em sua estrutura, seus processos e nas modalidades de acesso por meio das tecnologias. H.G. Wells foi o primeiro a antever a realização de um novo órgão – o world brain ou cérebro do mundo -, que reuniria num conjunto a bibliografia (índices) e a documentação (textos) de todo o conhecimento existente. (TAMMARO; SALARELLI 2008 p. 113)
O sistemas online de recuperação da informação tiveram inicio no final dos anos 1950 e início dos anos 1960 (CENDON, 2005). A impressão analógica, em papel, ainda é indispensável para boa parte dos usuários, porém cada vez mais editores optam por publicar material eletrônico, entretanto o fazem com cautela de modo a encontrar soluções que satisfaçam os padrões legais e éticos envolvidos na distribuição de documentos eletrônicos (LEVACOV, 1997)
Os recursos digitais não podem ser usados sem tecnologias apropriadas de arquivamento e acesso, que também precisam ser preservadas. De acordo com DAY (2001) é necessário dar atenção ás seguintes áreas:

 

Estratégias de preservação
As bibliotecas precisam especificar estratégias de preservação apropriadas para seus recursos digitais quando eles são criados.
Produtores e editores de informação
É de extrema importância a comunicação entre que cria e quem preserva o material digital.
Direitos de propriedade intelectual
É necessário especificar as licenças de uso e/ou as garantias de preservação dos recursos.
Gestão da coleção digital
Necessário especificar o que será preservado e por quanto tempo na coleção, estabelecendo um equilíbrio ideal para conservação da coleção.
Metadados
O metadados que identificam os recursos são essenciais para a preservação da coleção.
Arquivo de Rede
É necessário projeto sobre como arquivar o material da Rede.
Atualização de pessoal
O pessoal envolvido no trabalho precisa ter conhecimento e competência pertinente.
Colaboração
Ainda, é preciso desenvolver cooperação nacional e internacional sobre a preservação.


Direitos Autorais e Recursos digitais

De acordo com TAMMARO e SALARELLI (2008), “para respeitar os direitos de propriedade intelectual é preciso controlar os acessos à informação”. Dentre os problemas legais da biblioteca digitais estão:
  • O conhecimento exato de quem detém os direitos de propriedade intelectual do recurso digital e de qualquer software que faça parte integrante do servço para o uso desse mesmo recurso;
  • as condições contratuais das licenças de uso ligadas ao recurso digital ou ao equipamento e programas necessários para ter acesso ao recurso;
  • a proteção da privacidade do autor ou da instituição produtora do recurso;
  • a atenção no sentido de preservar a integridade do texto ou de toda obrigação legal relativa à autenticidade de determinados recursos.
    (TAMARO; SALARELLI 2008. p. 280)

Dentre as várias formas de direitos envolvidos com materiais intelectuais, os direitos autorais são o que interessam às bibliotecas digitais. Os direitos autorais estabelecem um equilibrio entre os direitos do autor, do produtor e dos usuários (TAMARO; SALARELLI 2008. p. 281).
Referências:

CENDON, Beatriz Valadares. Sistemas e redes de informação. In.: OLIVEIRA, MARLENE de; et al. Ciência da Informação e Biblioteconomia: Novos conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: Editora UFMG. 2005. cap. 4, p. 61-95.

LEVACOV, Marilia. Bibliotecas Virtuais: (r)evolução?. Ciência da Informação. Brasília. 1997, v. 26, n. 2 ISSN 01001965 Acesso em 22 de junho de 2012, Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-19651997000200003&script=sci_arttext


DAY, Michael. Preservation 2000. Ariadne. n. 26, jan. 2001. Acesso em 22 de junho de 2012, Disponível em: http://www.ariadne.ac.uk/issue26/metadata

TAMMARO, Anna Maria; SALARELLI, Alberto. A biblioteca digital. Brasília: Briquet de Lemos, 2008.

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